Leitura de Mundo
Passamos a gostar de algo, quando o compreendemos e entendemos seu funcionamento. Gostamos mais ainda, quando esse algo nos torna familiar, necessário e até vital como é o caso da leitura que construímos de mundo.
Para sentirmos gosto pela leitura, é preciso que as palavras nos tornem familiares, sejam significativas. O ato de ler não se esgota na decodificação pura da palavra escrita ou da linguagem escrita, mas que se antecipa e se alonga na inteligência do mundo. Ao lermos a palavra, atribuímos a ela a leitura que temos e fazemos de mundo e, assim, essas duas leituras: a da palavra e a de mundo caminham juntas, se prendem dinamicamente. Em outras palavras, podemos dizer que para lermos um texto e compreendê-lo precisamos perceber as relações que existem entre ele e o contexto, entre ele e o conhecimento que temos de mundo.